A floresta autóctone é composta por árvores com origem no próprio território. É um tipo de floresta, composta, no caso do nosso país, por carvalhos, medronheiros, castanheiros e sobreiros, mais adaptada às condições do solo e do clima e, por isso, mais resistente a doenças e longos períodos de seca, como aquele que atualmente atravessamos.

De referir, ainda, que as árvores, tanto as das florestas como as inseridas em perímetro urbano, são muito importantes na regulação do clima, contribuem para a redução do efeito estufa e para a melhoria da qualidade do ar e ajudam no combate às alterações climáticas, sendo também mais resistentes aos incêndios florestais, tragédia que, recentemente, devastou Portugal. É, portanto, importante promover a reimplementação da floresta autóctone, também em contexto local.

Na cidade de Setúbal, as espécies autóctones devem, também, assumir protagonismo nos jardins e parques. Essa medida levará à redução das regas, com benefícios evidentes na poupança de água, menos pragas e doenças e fomento da biodiversidade local. Contribui-se assim para uma melhor eficiência da gestão dos espaços verdes, fundamentais na promoção da qualidade de vida dos cidadãos.

A União das Freguesias de Setúbal, no dia em que se assinala a importância da Floresta Autóctone, 23 de novembro, compromete-se a promover a utilização, sempre que possível, de espécies autóctones e resistentes nas suas áreas verdes e aproveita para relembrar à população a importância de preservar e acarinhar as suas árvores, nomeadamente aquelas que se inserem no perímetro urbano.

 

imagem © Freepik

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